quarta-feira, 12 de janeiro de 2011





A poesia e as asas do poeta

Quando me percebo ausente, deito-me na curva do vento,
Esquecendo minha presença, é ai que sinto as tuas asas

Flamejantes e multi cores asas, que me embalam o sono melhor....
O mais lindo sonho, quando te toco as penas,
e sinto teu cheiro de mar...

Ave que de tantos mares retorna, com a alma morna qual marola...
Que te deitas ao meu lado tão sutil... E soltas lentamente as tuas doces notas...

Poeta que a minha veia cala, que me incendeia em manhãs tão raras... Que me faz voar em céu de colibris.

Toca minh’alma que liquefeita torna-se, escorrendo sentimentos que jamais senti....

Tão transparentes, quanto a tua calma, quando te levantas e te vais de mim.

Permanecendo eu, assim adormecida
Acordo na manhã nascida, e o sol me faz acreditar...

Que tudo o que houve não pode ter sido apenas sonho.

Márcia Poesia de Sá

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