terça-feira, 14 de julho de 2009

Procurando estrelas

Eu ando procurando
estrelas no céu de tua boca
Ando pulando em nuvens de algodão doce
Há um cometa brilhando em meu olhar
e borboletas revoando em meu coração

Ando sem sentir o chão
tudo em mim é paixão
vivo apenas da emoção
de todo este bem querer...

já nem sei o que fazer
sinto que vou explodir
sempre que fecho os olhos
e sinto você aqui

Meu amor anda revolto
coração tão absorto
não vejo nem mesmo o mar...
teus olhos estão no lugar
E desta infinita paixão
estrelas caem no mar
deste morno lugar
que se tornou meu coração

Márcia Poesia de Sá

sexta-feira, 10 de julho de 2009


Longe de teus olhos...


Meus olhos te procuram
e em cada colina que vejo
em cada caminhar nas avenidas
te vejo no pôr do sol que envermelha a planície
Te abraço em cada nascer de sol e seus sons

Distante fisicamente de mim
e tão dentro da minha alma
sou o eco do teu grito
o carinho que te embala

Certa vez li e decorei
uma frase que assim fala
Para estar junto
não é preciso estar perto, mas dentro

e assim a poesia cala.

Márcia Poesia de Sá

Pôr do sol...


A tardinha cai e beija-me suave a face
um morno sol já cansado deita-se!
é como se dissesse...boa noite!
com uma voz doce e amena


Mergulho no dourado plácido de teu abraço
e me deixo adormecer em teu braço
num eterno laço...cumprimos mais um dia
e nos veremos de novo...amanhã bem cedo
ao nascer do dia!


Márcia De Sá

Eu, eu, eu...


Quem pode me dizer se sou areia ou rocha

se vôo ao vento ou estaciono lento

Admiro paisagens ou faço parte delas?

Se sou miragem ou realidade

Sou um tanto de flor aberta

interrogação que ama

poesia que declama incerta

Sou passagem de vento de mar

O que eu fui ja não sou eu, é certo!

E o que serei só Deus saberá

Para mim já basta essa inconstância eterna

esta inquietude que me faz voar...



Márcia Poesia de Sá

O mar em mim


Para mim que nasci na praia
o mar é parte integrante da minha alma
é amigo de jornada, confidente da minha lágrima
Parceiro nos dias da infância...juventude

Creio que estamos tão ligados
que as vezes sinto no peito
as ondas baterem e retornarem
escuto os sons de ventos
abraço a agua prata na calmaria

Meu coração só não sabia
que o mar que eu guardo aqui dentro
tem um veleiro chamado Poesia
que navega em mares calmos
toda noite...todo dia

Quando o tempo no meu mar muda
e ao invés de vento...tem ventania
Meu veleiro modifica o rumo
muda de prumo...agarra-se
aos pincéis do céu e voa

Numa tela quente de pinceladas vazias

Márcia Poesia de Sá

quinta-feira, 9 de julho de 2009


Agonia


Em meio a tão tumultuado lilás e prussia
descamba um amarelo que empalidece aos poucos...
Viajando confusa de frente ao retorno...emudeço!
Congela os pensamentos,já não vê ,apenas sente
Por trás o grito carmim extasiante e agudo como ponta de lança
sangram todas as lembranças involuntariamente...
pela falta física de um cérebro que se oculta
A observar o elmo ferido...
no azul da tristeza silencia
Embora labaredas queimem sua voz
que antes,rouca e ferina avançava
Hoje queima calada num peito que chora
No abismo da mulher
que apenas as próprias são capazes de compreender...
Rochas decréptas fazem do sangue da terra
rebrotar a árvore da vida
iluminada pelo céu da esperança...
Que brilha em laranja e amarelo...
seu ultimo suspiro de crer...

Márcia Poesia de Sá
(Poesia escrita para tela Agonia)

Vago

Vago perambulando sozinha
nas esquinas do meu ser
mergulho em folhas cárcomidas
e o cheiro de mofo
expande-se em mim
sobrevõo antigas paisagens
e vejo que os lagos de la ja secaram
as flores que antes sorriam
fecharam seus labios
carentes de afago
Meu mundo cinzento e vazio
perdeu o seu brilho
deixou de existir
me encontro calada e muda
sombria,reclusa bem dentro de mim
caminho caminhos incertos
nevados cobertos
frieza sem fim
invernos tomaram meu peito
e da neve tão densa
não nasce jasmim
odores de dores ao vento
alma ao relento
pedaços de mim

Márcia de Sá