terça-feira, 11 de maio de 2010

Não adianta

Decidi que irei te amar
E te amarei tanto e tão infinitamente
Que não haverá como negar
Em meus olhos plantastes estrelas
E elas reflorescem todo dia
Exalando aroma de poesia
Fazendo-me eclodir em botão
Como rosa em um sertão
Na gameleira do dia

Raízes fincadas no chão
Mas ai entra a poetisa que mesmo se sabendo tronco
Fecha suas folhas ao vento e decola neste amor
Se do mar tenho meu nome
Saiba amo como oceano
Que a ninguém é permitido limitar
Amo como maremoto
Ondas de estrondoso som
Ou carinho de calmaria a cantar

Decidi amar você
E tocar viola a beira mar de mim
Comer estrelas...sonhar poemas
Adocicar o açúcar
Iluminar os dilemas


Decidi que vou te amar
Jamais posso negar
Que choro quando leio você
Que sonho em escalar montanhas
Sem cordas, neste amor...
Louco e infindo amor

Decidi amar você
Para valer! Sem redias nem correntes
Nas tempestades ou torrentes chuvas de verão
Não adianta dizer não

Agarrei a coragem no dente
Fiquei demente
Amarei sem exceção
A fragilidade do medo
Joguei fora da janela
Pulei cerca, corri campos
Cavalguei em alazão...
Fiz mergulho submarino
E sorri ao tubarão
Não há nada nesta vida
Que me faça desistir
Decidi amar você...

E daí?

Márcia Poesia de Sá


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