quarta-feira, 20 de outubro de 2010

NO DIA DO POETA...MÁRIO QUINTANA

Um passarinho pousou por aqui..

PEQUENO ESCLARECIMENTO


Os poetas não são azuis nem nada, como pensam alguns supersticiosos, nem sujeitos a ataques súbitos de levitação. O de que eles mais gostam é estar em silêncio - um silêncio que subjaz a quaisquer escapes motorísticos e declamatórios. Um silêncio... Este impoluível silêncio em que escrevo e em que tu me lês.

Mario Quintana - A vaca e o hipogrifo
Parabéns a todos os poetas...- 20.10.2010

Os que rasgam a alma...
Os que apenas a leem...
Os que descrevem beleza...
Os que tateiam a rima...

Os que de Deus se assemelham...
Aos que em Deus nem crêem...

Aos que rabiscam emoção...
Aos que dizem que poetas, não são...
Aos que escrevem o sentir...

E aos que só fingem...

Poetas!

Todo o meu carinho neste dia!!!

Parabéns!

Márcia Poesia de Sá

Hoje me pego a pensar no porque da escrita...

No porque desta necessidade tão entranhada nos seres humanos de deixarem pegadas

Pegadas estas entalhadas no mundo, lembranças, sentimentos, pensamentos...

Ou apenas a pura imaginação pintada em linhas, cores

Dores, amores...

Porque precisamos registrar?

O que será que move esta necessidade do homem?

Não vejo passarinhos marcando seus ninhos com nomes...

Nem vejo os peixinhos fazendo isso...

Se bem que há um pássaro lindo que vi em uma reportagem da National

Que decora os ninhos, já viram?

É lindo! Ele caça mesmo coisas coloridas

Qualquer coisa e decora todo seu ninho com bugigangas que encontra...

Talvez ele esteja se aproximando de nós artistas

Viciados em beleza

E talvez sendo mesmo...uns doidos!

Que crêem ainda poder criá-la depois de tanta beleza já disseminada na natureza

Bem, cansei de questionamentos...

Acho que somos assim e ponto.

Preguiça? Talvez...

Mas as respostas humanas são tão várias que de nada adianta eu dar a minha

Sou só mais uma voz na multidão de ecos...

Márcia Poesia de Sá

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Hoje vim reler, a min’alma, que de tanto falar, às vezes cala

E me deixa sem saber o que fazer...

Sabe, é como quando nós estamos em um lugar muito barulhento

E de repente agente para de escutar.

Isso acontece com vocês?

Comigo acontece sempre.

Ou quando o assunto não me interessa...

Ou quando me irritam as futilidades...

Ai, desligo os botões

Mesmo não sendo intencional

Alivia muito...

Entro no meu mundo e fico lá a meditar, ou escrever mentalmente minhas linhas

É bem melhor ali...

Mas hoje minha alma doeu!

Uma dor intensa e não identificada

Ou ao menos, que eu não quis identificar, ainda...

E ainda não quero

Na verdade eu só quero tatear o sentimento

Mas não compreende-lo na lógica

Penso que esta lógica pode fazer com doa mais

E hoje não estou masoquista.

Penso que algo deva ter magoado uma antiga dor

Mexido em cicatrizes aparentemente curadas

Ledo engano... Cicatrizes da alma são raras de curar

Elas só são esquecidas.

A proximidade pode doer!

Enquanto que uma ausência ou uma distância observada

Pode até mesmo nos dar a impressão de cura

Impressão... Impressionismo...

Veio-me a mente uma tela de Monet

Onde chamas amarelas tomam um navio

Na verdade creio que seja mais ou menos isso que estou sentindo...

Boca fechada... Olhos mirando além...

Vendo quase uma miragem riscada em grafite

Quase apagada...


Perdendo em detalhes...embora vívida em siluetas...

Mas sinto as labaredas na garganta!

Márcia Poesia de Sá

domingo, 17 de outubro de 2010


Gaiola

Quando a realidade prende
O poeta sente...
asas amarradas.

Márcia Poesia de Sá

Não pergunte

Não me pergunte quem eu sou
Eu não saberia lhe responder
Faz anos que pinto minha alma
Que risco meu sangue
DNA importado de marte...

Não sei...

Não queira ler minhas linhas
Elas são em braile ainda
E nem eu as sei descrever

Não me pergunte quem sou,
Não me peça explicações
Mergulhe em minha alma, sinta-a
E se com calma apalpá-la por favor me diga...

Não peça que eu fale dos ventos
Que na minha face escrevem
Palavras texturizadas
Impactadas de nadas

Não me fale do calor
Que exalo sem querer, nem de toda emoção
Que derramo pelo chão...

Não me pergunte nada...

Sente, fique, sinta...
Se te acalmar fique,
Se te irritar, siga...

Talvez eu seja só a porteira...
Do teu caminho.

Ou quem sabe a ilusão
Escrita em papiros de linho.

Márcia Poesia de Sá

Cansei

Cansei de andar sob o sol escaldante do destino
Cansei das tantas fugas de meu sorriso lindo...
Cansei de esbravajar aos quatro cantos, os teus hinos!

Cansei!

Ficarei neste solo quente, expandindo...
toda sorte de verdades, conssumindo
virarei a semente de meu amanhã

E depois não me fale das esperas
Pois em todas as esferas ja aguardei
o amor que guardei até o infinito...

E se amanhã me vires robusta, florindo...
apenas colha uma flor como lembrança
do amor que era teu, e esta fugindo.

Márcia Poesia de Sá