Penso
Há tanto ainda para leres
Desvendar os papiros enrolados
Pelos cantos de telhados
Onde ronda minha alma
Há tanto canto por todo canto
Milhares de prantos
Há o ar
Que circula como vento
Rodopiante intento
De te fazer te perder
Não siga as rotas obvias
Sinta o clima
Não te afobas
Há um tanto de magia
Em ler a alma de uma poesia
Vaga na imensidão
Um eternizar de imaginação
Continuação que quica
E sai descendo ribanceiras
Como criança que brinca...
Sorrio a te ver passar, sabias?
Sombria montanha de interrogações
Querem casar comigo.
Fecho os olhos, sinto o vento mais uma vez
E me abandono, apenas observando
Tua passagem
Aragem...
Paisagem de nós.
Márcia Poesia de Sá
segunda-feira, 17 de maio de 2010
domingo, 16 de maio de 2010
Eu bonsai - prosa
Como posso eu me deixar assim no abandono de teus olhos sendo presa de abutres entre cores que nem mesma eu pintei? Como devo proceder se nada calo, se a razão deste poema que me cala é a vibrante paleta de teu querer...ou não querer...
Falo em linhas e em linhas me desfaço, me puindo neste espaço de um azul quase febril.
Poesia, critica, papeis isolados...no birô da casa mal decorada de uma ilha em forma de bota...que chuta o vinho de minha eterna sapiência...
Haja vida, para superar esta benevolência edipiana que me ensinou a ser mais prosa que grito, mais verso que berro, mais sutil que o sutil ser.
Aonde posso me esconder de mim mesma, me permitindo ser so a fúria? Nem imagino onde...
Porque se me observo, a brisa com perfume de flores me inebria e hajo como jardim chinês, perfeito...em sua calma e harmonia, mas escondo em vasos lindos e brilhantes arames que amarram meus ais, como bonsais...eternamente reclusos a uma beleza placidamente dolorida.
Como posso me enxergar se sou cega de dor, e de amor vejo tudo....
Márcia Poesia de Sá
Como posso eu me deixar assim no abandono de teus olhos sendo presa de abutres entre cores que nem mesma eu pintei? Como devo proceder se nada calo, se a razão deste poema que me cala é a vibrante paleta de teu querer...ou não querer...
Falo em linhas e em linhas me desfaço, me puindo neste espaço de um azul quase febril.
Poesia, critica, papeis isolados...no birô da casa mal decorada de uma ilha em forma de bota...que chuta o vinho de minha eterna sapiência...
Haja vida, para superar esta benevolência edipiana que me ensinou a ser mais prosa que grito, mais verso que berro, mais sutil que o sutil ser.
Aonde posso me esconder de mim mesma, me permitindo ser so a fúria? Nem imagino onde...
Porque se me observo, a brisa com perfume de flores me inebria e hajo como jardim chinês, perfeito...em sua calma e harmonia, mas escondo em vasos lindos e brilhantes arames que amarram meus ais, como bonsais...eternamente reclusos a uma beleza placidamente dolorida.
Como posso me enxergar se sou cega de dor, e de amor vejo tudo....
Márcia Poesia de Sá
terça-feira, 11 de maio de 2010
A águia em mim
Sou a busca incessante... O olho que vê no presente rasgos de um passado
Criando um futuro moldado, pelas mãos de um desejo a alvorecer.
Plano em vôo direto, objetivo concreto... Passos de puro robô na intenção de um coração que sabe aonde vai...
Já voei demais... Fiz cambalhotas em meus sonhos, pulei abismos tristonhos, sorri e chorei. Hoje me sinto decidida, mesmo que nada em minha vida precise de mudanças radicais, são pequenos moveis empoeirados que quero mudar de lado...
Ou talvez a obra branca... Plácida, neutra... Insensível... Que era vista como paz...
Sendo vista como nada, ou simplesmente a possibilidade escarrada de um tudo visível.
Ansiosa de uma espátula... Repleta de tinta a pingar... Quero esfregar o óleo... e depois jogar areia...quero correr meus dedos nos veios da tela e deixar as digitais para a eternidade...
Nunca fui muito fã de desafios, eu sou zen, a paz me apraz...
Mas quero pular com um bastão... Ganhar a maratona... To a fim de querer mais...
Lembro da paz dos colibris e eles ainda estão em mim... Revoam pela manhã...
Mas quando o sol esquenta... o sangue ferve...quero encontrar a águia...ir com ela as planícies...olhar o mundo com lente...de longe verei só gente...de perto verei a alma...
E nas distâncias de asa a asa... Quero fazer pulsar esta maquina... Ao ponto Maximo possível
Mas antes de vê-la preciso, acalmar ou enfurecer meus anseios... e ver com olhos de águia, minha própria alma que pulsa em equilíbrio.
Márcia Poesia de Sá
Sou a busca incessante... O olho que vê no presente rasgos de um passado
Criando um futuro moldado, pelas mãos de um desejo a alvorecer.
Plano em vôo direto, objetivo concreto... Passos de puro robô na intenção de um coração que sabe aonde vai...
Já voei demais... Fiz cambalhotas em meus sonhos, pulei abismos tristonhos, sorri e chorei. Hoje me sinto decidida, mesmo que nada em minha vida precise de mudanças radicais, são pequenos moveis empoeirados que quero mudar de lado...
Ou talvez a obra branca... Plácida, neutra... Insensível... Que era vista como paz...
Sendo vista como nada, ou simplesmente a possibilidade escarrada de um tudo visível.
Ansiosa de uma espátula... Repleta de tinta a pingar... Quero esfregar o óleo... e depois jogar areia...quero correr meus dedos nos veios da tela e deixar as digitais para a eternidade...
Nunca fui muito fã de desafios, eu sou zen, a paz me apraz...
Mas quero pular com um bastão... Ganhar a maratona... To a fim de querer mais...
Lembro da paz dos colibris e eles ainda estão em mim... Revoam pela manhã...
Mas quando o sol esquenta... o sangue ferve...quero encontrar a águia...ir com ela as planícies...olhar o mundo com lente...de longe verei só gente...de perto verei a alma...
E nas distâncias de asa a asa... Quero fazer pulsar esta maquina... Ao ponto Maximo possível
Mas antes de vê-la preciso, acalmar ou enfurecer meus anseios... e ver com olhos de águia, minha própria alma que pulsa em equilíbrio.
Márcia Poesia de Sá
Amor d’Aurora Primaveril
Abri a porta do meu dia, para encontrar você.
Até meus sonhos estavam despertos.
A mão do meu amor ofereceu-te companhia,
E os meus gestos, de carinho, encobertos.
A lua cega buscava o seu repouso,
e uma melodia suave embalava o amanhecer
Meu desejo intenso contava horas,
Neste momento de magia, a florescer...
Cantavam pássaros, caíam folhas,
A paisagem me convidava a te buscar.
E eu buscava, nos meus quadros, nos meus versos,
Para só em mim te encontrar...
Eras minha obra predileta...
pendurada em minha galeria particular
e eu te observava absorto...
cada vez mais perdido neste teu olhar
Então, do amor que era só desejo,
Foi-se chegando, mas com mansidão,
E sem pedir, e sem fazer alarde,
Entrou sem pressa no meu coração...
Aconchegou-se de forma morna
E fez de mim refém...
Doce sentimento que aflora
Na poesia de um querer tão bem...
Então, dos versos que eram tão perfeitos,
Foi-se brandindo toda a minha obra,
E sem excessos, sem restar espaços,
Nesse querer que, de querer, não sobra...
Se completando como tela e tinta...
O meu amor, ao teu, deseja o tempo
Reescrevendo o verso mais lírico
Rasgando à força tanto sentimento
Amar-te-ei em duras invernias,
E nos verões de fogo mais intenso,
Que desse amor, não restarão nem cinzas,
E as solidões se esvairão com os ventos...
Minha tristeza como folha alaranjada
Rolou para longe, fim da longa espera
Que em teu abraço, forte e perfeito
Abriu manhãs em minha primavera
Enfim Amor, o teu amor bendito,
É a razão das minhas poesias,
É o meu caminho em estações, e eu digo,
Amar-te assim, é a minha alegria!
Márcia Poesia de Sá e Ânderlo Strwsk
Abri a porta do meu dia, para encontrar você.
Até meus sonhos estavam despertos.
A mão do meu amor ofereceu-te companhia,
E os meus gestos, de carinho, encobertos.
A lua cega buscava o seu repouso,
e uma melodia suave embalava o amanhecer
Meu desejo intenso contava horas,
Neste momento de magia, a florescer...
Cantavam pássaros, caíam folhas,
A paisagem me convidava a te buscar.
E eu buscava, nos meus quadros, nos meus versos,
Para só em mim te encontrar...
Eras minha obra predileta...
pendurada em minha galeria particular
e eu te observava absorto...
cada vez mais perdido neste teu olhar
Então, do amor que era só desejo,
Foi-se chegando, mas com mansidão,
E sem pedir, e sem fazer alarde,
Entrou sem pressa no meu coração...
Aconchegou-se de forma morna
E fez de mim refém...
Doce sentimento que aflora
Na poesia de um querer tão bem...
Então, dos versos que eram tão perfeitos,
Foi-se brandindo toda a minha obra,
E sem excessos, sem restar espaços,
Nesse querer que, de querer, não sobra...
Se completando como tela e tinta...
O meu amor, ao teu, deseja o tempo
Reescrevendo o verso mais lírico
Rasgando à força tanto sentimento
Amar-te-ei em duras invernias,
E nos verões de fogo mais intenso,
Que desse amor, não restarão nem cinzas,
E as solidões se esvairão com os ventos...
Minha tristeza como folha alaranjada
Rolou para longe, fim da longa espera
Que em teu abraço, forte e perfeito
Abriu manhãs em minha primavera
Enfim Amor, o teu amor bendito,
É a razão das minhas poesias,
É o meu caminho em estações, e eu digo,
Amar-te assim, é a minha alegria!
Márcia Poesia de Sá e Ânderlo Strwsk
Delicadezas
Há tanta suavidade...
Na pintura da porcelana fina
Que abraça o calor de um chá
Feito com amor para aquecer...
Há tanta suavidade...
No cobertor posto com amor
Nas frias madrugadas
Enquanto os filhos dormem
Há tanta suavidade
Na calmaria de um mar azul
Que só sente o sussurro de uma brisa
No beijo dado na testa de um pai...
No origami da paz
No abraço entre amigas de verdade!
Há até suavidade, no somar da idade
Há suavidade
Na cor das asas de um beija flor
Na despedida tímida de uma dor
Nas folhas de um livro de poesias
Tanta delicadeza há...
Na tez de uma criança
No primeiro beijo dado em um bebê
Nas sapatilhas da bailarina
No olhar de menina
Há tanta delicadeza
Em me compreender,
Apenas por amar você.
Márcia Poesia de Sá
Há tanta suavidade...
Na pintura da porcelana fina
Que abraça o calor de um chá
Feito com amor para aquecer...
Há tanta suavidade...
No cobertor posto com amor
Nas frias madrugadas
Enquanto os filhos dormem
Há tanta suavidade
Na calmaria de um mar azul
Que só sente o sussurro de uma brisa
No beijo dado na testa de um pai...
No origami da paz
No abraço entre amigas de verdade!
Há até suavidade, no somar da idade
Há suavidade
Na cor das asas de um beija flor
Na despedida tímida de uma dor
Nas folhas de um livro de poesias
Tanta delicadeza há...
Na tez de uma criança
No primeiro beijo dado em um bebê
Nas sapatilhas da bailarina
No olhar de menina
Há tanta delicadeza
Em me compreender,
Apenas por amar você.
Márcia Poesia de Sá
Não adianta
Decidi que irei te amar
E te amarei tanto e tão infinitamente
Que não haverá como negar
Em meus olhos plantastes estrelas
E elas reflorescem todo dia
Exalando aroma de poesia
Fazendo-me eclodir em botão
Como rosa em um sertão
Na gameleira do dia
Raízes fincadas no chão
Mas ai entra a poetisa que mesmo se sabendo tronco
Fecha suas folhas ao vento e decola neste amor
Se do mar tenho meu nome
Saiba amo como oceano
Que a ninguém é permitido limitar
Amo como maremoto
Ondas de estrondoso som
Ou carinho de calmaria a cantar
Decidi amar você
E tocar viola a beira mar de mim
Comer estrelas...sonhar poemas
Adocicar o açúcar
Iluminar os dilemas
Decidi que vou te amar
Jamais posso negar
Que choro quando leio você
Que sonho em escalar montanhas
Sem cordas, neste amor...
Louco e infindo amor
Decidi amar você
Para valer! Sem redias nem correntes
Nas tempestades ou torrentes chuvas de verão
Não adianta dizer não
Agarrei a coragem no dente
Fiquei demente
Amarei sem exceção
A fragilidade do medo
Joguei fora da janela
Pulei cerca, corri campos
Cavalguei em alazão...
Fiz mergulho submarino
E sorri ao tubarão
Não há nada nesta vida
Que me faça desistir
Decidi amar você...
E daí?
Márcia Poesia de Sá
Decidi que irei te amar
E te amarei tanto e tão infinitamente
Que não haverá como negar
Em meus olhos plantastes estrelas
E elas reflorescem todo dia
Exalando aroma de poesia
Fazendo-me eclodir em botão
Como rosa em um sertão
Na gameleira do dia
Raízes fincadas no chão
Mas ai entra a poetisa que mesmo se sabendo tronco
Fecha suas folhas ao vento e decola neste amor
Se do mar tenho meu nome
Saiba amo como oceano
Que a ninguém é permitido limitar
Amo como maremoto
Ondas de estrondoso som
Ou carinho de calmaria a cantar
Decidi amar você
E tocar viola a beira mar de mim
Comer estrelas...sonhar poemas
Adocicar o açúcar
Iluminar os dilemas
Decidi que vou te amar
Jamais posso negar
Que choro quando leio você
Que sonho em escalar montanhas
Sem cordas, neste amor...
Louco e infindo amor
Decidi amar você
Para valer! Sem redias nem correntes
Nas tempestades ou torrentes chuvas de verão
Não adianta dizer não
Agarrei a coragem no dente
Fiquei demente
Amarei sem exceção
A fragilidade do medo
Joguei fora da janela
Pulei cerca, corri campos
Cavalguei em alazão...
Fiz mergulho submarino
E sorri ao tubarão
Não há nada nesta vida
Que me faça desistir
Decidi amar você...
E daí?
Márcia Poesia de Sá
segunda-feira, 19 de abril de 2010
Ninguém é de ninguém
O amor é passarinho
E no coração, faz seu ninho
Se o engaiolares, ele sofre...
Definha assim, coitadinho
O amor é como criança
Corre, brinca, pula e dança
Se a trancamos, ela chora
Perde toda a esperança
O amor só quer carinho
Algemas, o fazem morrer
Se pensar que o possuis
Fatalmente, o irás perder
Não há amarras para o amor
Porque ninguém é de ninguém
Deixe-o livre, por favor,
E te amará como a ninguém
As janelas sempre abertas
E um lar quente, gostoso...
Farão de teu passarinho
Um amor, doce e dengoso
Comidinhas quentes e perfumadas
Caminha cheirosa e bem forrada
Amor na agulha, em combustão
Toda a ternura de um coração
Estas são as reais gaiolas
Que aprisionam um coração
E o passarinho, na invernada
Já não pensa mais em nada
A memória, como filme
Faz passarinho se apressar
Teu lar, com cheirinho de rosas
Aguarda sempre o seu revoar
Isto sim é o amor
Como é alimento, o alpiste
Água fresca de coração
E aconchego, no limite...
A posse, é um erro na dose
Como remédio, pode matar
Mel demais provoca a tosse
Na medida, faz curar
Deixe-o ir...
Apenas para vê-lo retornar...
Pássaros voam dos ninhos
Gostam de voar e brincar
Cantarolam, assoviam...
Até parecem dançar
Mas ao ninho, bem quentinho
Voando, querem voltar...
Faça do teu amor
A única gaiola possível
E do aconchego de teus braços
Um vôo mais que preciso.
Márcia Poesia de Sá
O amor é passarinho
E no coração, faz seu ninho
Se o engaiolares, ele sofre...
Definha assim, coitadinho
O amor é como criança
Corre, brinca, pula e dança
Se a trancamos, ela chora
Perde toda a esperança
O amor só quer carinho
Algemas, o fazem morrer
Se pensar que o possuis
Fatalmente, o irás perder
Não há amarras para o amor
Porque ninguém é de ninguém
Deixe-o livre, por favor,
E te amará como a ninguém
As janelas sempre abertas
E um lar quente, gostoso...
Farão de teu passarinho
Um amor, doce e dengoso
Comidinhas quentes e perfumadas
Caminha cheirosa e bem forrada
Amor na agulha, em combustão
Toda a ternura de um coração
Estas são as reais gaiolas
Que aprisionam um coração
E o passarinho, na invernada
Já não pensa mais em nada
A memória, como filme
Faz passarinho se apressar
Teu lar, com cheirinho de rosas
Aguarda sempre o seu revoar
Isto sim é o amor
Como é alimento, o alpiste
Água fresca de coração
E aconchego, no limite...
A posse, é um erro na dose
Como remédio, pode matar
Mel demais provoca a tosse
Na medida, faz curar
Deixe-o ir...
Apenas para vê-lo retornar...
Pássaros voam dos ninhos
Gostam de voar e brincar
Cantarolam, assoviam...
Até parecem dançar
Mas ao ninho, bem quentinho
Voando, querem voltar...
Faça do teu amor
A única gaiola possível
E do aconchego de teus braços
Um vôo mais que preciso.
Márcia Poesia de Sá
Assinar:
Postagens (Atom)